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O Papel do Rio Trombetas na Formação das Comunidade Quilombolas

Atualizado: 5 de jul. de 2023

Da Escravidão a Liberdade: a Formação dos Mocambos no Rio Trombetas!

Homens quilombolas do rio Trombetas
Quilombolas do Alto rio Trombetas

Cabanagem e sua relação com a fuga de escravos no Pará


Após a rebelião conhecida como Cabanagem no Pará, em 1836, houve um aumento no número de escravos que fugiam das fazendas na região, incluindo os municípios de Santarém, Óbidos, Faro, Aveiro, Alenquer, Monte Alegre e Oriximiná. Eles se estabeleciam nas regiões das Cachoeiras do Curuá, Trombetas e Erepecuru (Cuminá).


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A fuga dos escravos para o refúgio Quilombos no Baixo Amazonas


Os primeiros relatos sobre a formação de grupos de quilombos e a fuga de escravos no Baixo Amazonas estão relacionados à expansão da cultura do cacau e à importação de escravos do continente africano, trazidos por meio de navios negreiros em condições precárias. Os escravos fugitivos buscavam refúgio na região do rio Curuá. Alenquer era uma importante origem para os escravos, e era uma passagem obrigatória para os negros vindos de Monte Alegre, Santarém e Gurupá. A partir de 1820, com o apoio dos índios, esses escravos se estabeleceram ao longo do rio Trombetas, onde construíam suas moradias, longe da visão dos "brancos", ou ainda, no interior dos lagos.


A fuga sazonal de escravos na região do Baixo Amazonas


Relatos oficiais e jornalísticos da época relatam o grande número de fugas individuais ou coletivas de escravos, que ocorriam durante a noite no período de inverno. Isso ocorria pois esse período proporcionava grande mobilidade de navegação com canoas, tanto, pelos rios ,quanto, pelos igarapés e ocorria especialmente entre os meses de janeiro a maio, quando o rio Amazonas e seus afluentes como o rio Trombetas estão mais cheios, pois, esta época na Amazônia é tempo chuvoso.


Os escravos e sua busca por liberdade no Baixo Amazonas no século XIX


A ocupação do Baixo Amazonas pelos escravos fugitivos teve início no século XIX, com a intensificação das fugas das fazendas da região. Segundo relatos históricos, os escravos se refugiavam nas cachoeiras dos rios Curuá, Erepecuru (Cuminá) e Trombetas, bem como no interior dos lagos existentes na região. Esses locais apresentavam condições favoráveis para o estabelecimento desses grupos, já que eram quase desconhecidos e pouco utilizados pelos viajantes, religiosos e comerciantes.


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Do escravismo à liberdade: A história dos quilombos no Baixo Amazonas


Os escravos fugitivos se estabeleciam em pequenos agrupamentos, com o objetivo de se protegerem da escravidão e dos senhores de escravos. Eles construíam suas casas e cultivavam a terra, criando assim as primeiras comunidades quilombolas na região. Essas comunidades eram formadas por escravos fugitivos e seus descendentes, que buscavam uma vida livre, digna e com liberdade.


A história dos primeiros quilombolas na região do Baixo Amazonas


É importante destacar que os quilombolas foram os primeiros habitantes dessa região, logo depois das comunidades indígenas. Eles contribuíram para a formação da cultura e história da região, com suas tradições e costumes, além de terem desenvolvido uma relação de harmonia com a natureza, que perpetua até os dias atuais.


A formação das comunidades quilombolas no Baixo Amazonas


Após a abolição da escravatura, Já no final do século XIX, alguns quilombolas foram descendo o Rio Trombetas, compondo várias comunidades, que continuaram a crescer, aglomerando-se em pequenas vilas normalmente localizadas nas partes altas das margens dos rios, em terra firme, onde estariam longe das enchentes, em lugares estratégicos, às vezes invisíveis aos olhares daqueles que passavam pelos rios.


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A história dos quilombos na região do Trombetas


Dentre estas comunidades estabelecidos ao longo das margens do rio Trombetas, em igarapés e lagos estavam os quilombos do Abuí, Conceição, Erepecú, Jacaré, Juquiri, Macaxeira, Mãe-Cué, Moura, Tapagem e Cachoeira Porteira, uma das maiores comunidades remanescente de quilombola do Brasil.


Referências


ALVES, J. F.; MANZANO, R. A. A. 1999. Programa de apoio ao desenvolvimento das comunidades ribeirinhas. Porto Trombetas: Mineração Rio do Norte – MRN.

ACEVEDO, R. M.; CASTRO, E. (1993). Negros Do Trombetas – Guardiães De Matas E Rios, Editora Universitária, UFPA, Belém

FUNES, Eurípides A. 2001. Comunidades remanescentes dos mocambos do alto trombetas. departamento de histórica da universidade do Ceará. Ceará,.




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